A fragilidade humana permite inevitalvemente que o ser humano sinta dor, isso pode deixar a humanidade na dor. Todos temos dores. A dor nos permite entender de ciclos. Tudo passa; amar a Deus, não. O toque de Deus é no tempo certo, no tempo de ensinar, no tempo de curar.
É preciso viver cada tempo, cada momento. Não podemos adiantar, pular ou fingir que não sofremos. Não é deserto que aprender a usar e considerar a própria força, a descobrir o silêncio que fala.
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl. 30).
Viva a dor para reconhecer que é na dor que nós somos humanos genuinamente. A humanidade pode comprenede que a dor faz desocupar o peito, por isso devemos escolher melhor o tempo que gastamos e agradecer mais. A dor no outro nos faz viver o amor mais sublime: a caridade. “Se você sente dor, você está vivo. Se você sente a dor das outras pessoas, você é um ser humano”, Leon Tolstói.

Marcela Amazonas é doutora em Ciências Florestais e Ambientais, doutora em Biotecnologia e engenheira de madeira. No INPA, atua como pesquisadora COTEI, coordenadora de Tecnologia Social e gerente da Incubadora. No âmbito eclesial, é missionária, agente pastoral da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, cooperadora paulina e membro da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus (Regional Norte 1 da CNBB).