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Foto de Matthew Tabone

Banquete da vida para todos

Deus criou este mundo para todas as pessoas. Assim como criou o ser humano para viver livremente neste mundo. O mundo inteiro é habitado por Deus, por isso mesmo, naturalmente o ser humano, criado à semelhança de Deus é originalmente chamado à convivência sadia com seus semelhantes. Mas há situações e mentalidades que distorcem ou negam esse nosso modo de ver a situação e que foram surgindo ao longo da história.

Já no começo da bíblia aparece o grupo dos agricultores concorrendo com os pastores. Caim agricultor, mata Abel pastor. Ao longo da bíblia vão surgindo outras categorias. Até que chegamos ao tempo de Jesus. Com certa ênfase na distinção entre puro e impuro; circuncidado e incircunciso, pagão, prosélito. Ja houve a sociedade dos senhores e dos escravos, dos homens livres e dos homens irracionais, da burguesia e do proletariado.

O Pai do Céu preparou um banquete eterno. Enviou seu Filho para encontrar e envolver pessoas na alegria dessa festa eterna. Perguntamos “alguém está excluído dessa festa?” Existe quem são as pessoas e grupos a não poder adentrar o recinto sagrado da festa divina?

De fato, Deus não escolhe alguns. Ele chama todos. Quer reunir todas as pessoas no Monte Santo, como diz o profeta.

De fato, em Jesus e na força do Espírito Santo, Deus o Pai, reuniu pessoas de todos os cantos e recantos do mundo na grande família de seu povo, a Igreja. De tal modo que já não importa as distinções e classificações sociais, culturais, religiosas. Em Jesus, todos somos convidados ao banquete da vida: o preto, o branco, o grande, o pequeno, o crente, o descrente, o ateu, o atoa, o importante, o anônimo.

Jesus veio salvar todas as pessoas e, melhor, veio nos salvar como povo. De modo que a comunidade humana é toda chamada a essa experiência de comunhão. Mas, atenção, muita atenção. O amor de Deus e sua salvação é para todos, mas tem exigências para nós:

• Fazer o caminho do Filho e sair ao encontro de todos, para conviver fraternalmente e inseri-los na comunhão do banquete divino. Isto é, não basta dizer “venha”. Urge tocar a pessoa e despertar-lhe o desejo de fazer parte de nossa comunhão.

• A nós e a todos que aceitam viver essa experiência, cabe estar livre para se revestir da ‘roupa’ certa. Não aquela que reveste e protege o corpo, e sim, aquela que reveste, protege e dignifica o ser; enobrece a alma, o afeto, a mente.

• Em outras palavras, a grande exigência é acolher. É deixar-se escolher pelo Senhor. Deixar de fora o olhar julgador que diz “fulano não merece e tem, e eu que mereço não consigo”; aprender dar valor ao quem tem valor e prioridade ao que é essencial. Arrancar do peito o vírus do ódio plantado por mentes invisíveis.

Todos tem assento no banquete da vida. O Senhor chama. O Senhor nos envia a chamar. Saibamos nos deixar envolver pelo chamado e envolvamos todas as pessoas à nossa volta. Esse banquete sacramentalmente acontece de modo antecipado na Santa Missa.

Aqui todos são bem vindos, todos são apenas irmãos e irmãs. Não há certos e errados, contra e a favor, nem direito à meritocracia ou ao esforço. É o Senhor quem nos conduz.

Somos todos participantes e sujeitos ativos do banquete do Senhor. Um em Cristo, unidos na Missão para que o mundo creia.

Homilia do XXVIII Domingo do Tempo Comum – Beruri-AM, 11 de outubro de 2026

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2 Comentários
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Maria Eudinete Azevedo dos Santos
Maria Eudinete Azevedo dos Santos
22 dias atrás

Ótima reflexão nos traz este texto sobre a compreensão das leituras deste domingo que celebramos Palavra de Deus, neste domingo. Sempre que celebramos memória da morte e ressurreição de Jesus Cristo recordamos essemistério pascal de Jesus nos aproximamosde reino prometidoa todos nós. Esses textos nos ajudam cada dia nos aproximar deste banquete preparado para todos sem distinçãoalguma. Continuemos pedindo a Jesus misericordioso, tenha misericórdia de nós pecadores, que nos ajude a estarmos sempre vestidos
das vestes apropriada para participarmos deta festa preparada paratodos nós. Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo e parasempresejalouvado. Amém

Pegadas do Reino
Responder a  Maria Eudinete Azevedo dos Santos
21 dias atrás

Maria Eudinete, obrigado pla apreciação de nosso texto, ficamos imensamente felizes em saber que os nossos textos tem impactos positivos. Gratidão!