Se analisarmos a nossa vida vamos perceber que nela recebemos ofício e graça. Isso faz que tenhamos compromisso e responsabilidade. Que se a cumpramos com gosto; quanta paz e alegria ao coração! Se for fornecido por comprometimento, faça-o sem pesar estampado no olhar ou sem pesos sobre os que estão por vir .
Todos temos ofícios. Mas pouco entende a graça de vivê-los.
Santo Agostinho citou em um de seus escritos: “para vós, irmãos, sou bispo, meu ofício; convosco sou cristão igualmente, o que é graça.
Ele também disse: “A graça de Deus não encontra homens aptos para a salvação, mas torna-os aptos para recebê-la.”
Permita-se cumprir qualquer que seja seu ofício sem perder a graça de estar com os próximos, de sentir gratidão por poder fazê-lo e testemunhar com alegria ter um ofício.
Santo Antônio não gostou dos méritos pelo seu ofício ou pelos elogios aos seus sermões. Ele amava rezar, acompanhar os seus e contemplar a maravilha de Deus nos detalhes da rotina.
“Ele era da cozinha”.
Integralidade do viver: eu cuido da vida sou grato a Deus por tudo que recebo e escolho viver.

Marcela Amazonas é doutora em Ciências Florestais e Ambientais, doutora em Biotecnologia e engenheira de madeira. No INPA, atua como pesquisadora COTEI, coordenadora de Tecnologia Social e gerente da Incubadora. No âmbito eclesial, é missionária, agente pastoral da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, cooperadora paulina e membro da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus (Regional Norte 1 da CNBB).