A conversa sobre a casa comum é muito importante porque a vida não é exclusivamente um fazer. Cada um ao longo da sua lida diária assume vários papéis. Nossa igreja é tão rica que as missões brotam e dificilmente se acha um agente que seja exclusivamente de uma pastoral. A partir desses compromissos, nosso agir pode ou não ser marcante para alcançar os objetivos e para cuidar da Casa Comum.
As Pastorais Sociais podem bem esta pluralidade do servir: pastoral do idoso, por exemplo, busca acompanhar e auxiliar as riquezas de nossas igrejas, mas assumir um papel diferencial quando trabalha uma horta orgânica com plantas medicinais ou a pastoral carcerária quando zela pelos que buscam novos caminhos e eles podem fazê-los pelo uso de recicláveis como expressos para novas oportunidades de emprego e renda.
Em casa, a família é uma célula da sociedade e, quando bem cuidada, fortalece o zelo pela Casa Comum. Casa na qual cada um sabe e vive o combate aos excessos, a partilha das tarefas como separar os descartados, a economia da água e outras noções básicas que da casa ganha a praça já são um jeito de zelar pela Casa Comum.
Os religiosos quando adotam práticas ambientais, estimulam seus agentes e os vivem também fazem-se guardiões do planeta.
A encíclica Laudato Sì convida a uma mudança de atitude e de comportamento, para que o ser humano possa se tornar um agente de transformação.
Cuide da Casa Comum ao cuidar de suas afazeres diárias, ou seja, viva de uma maneira que fortalece o cuidado com a Criação.

Marcela Amazonas é doutora em Ciências Florestais e Ambientais, doutora em Biotecnologia e engenheira de madeira. No INPA, atua como pesquisadora COTEI, coordenadora de Tecnologia Social e gerente da Incubadora. No âmbito eclesial, é missionária, agente pastoral da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, cooperadora paulina e membro da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus (Regional Norte 1 da CNBB).