Para uma boa vivência cristã é preciso um olhar atuante, o que nos permite enchergar as necessiade de nossos semelhantes e despertar em nós o amorque vem de Deus. Santa Dulce viveu a expressão mais concreta do amor a Deus a partir do amor ao próximo.
Ela se doou.
Na passagem em que Maria Madalena vai ao túmulo de Cristo e não O vê mais morto está cheio de simbolismos sobre a caridade vívida.
Ela vai ao túmulo. Ela vê o vazio. Ela corre para avisar aos demais. Ela encontra dois anjos. Ela vê Jesus em pé e O confunde com o vestido. Ela entende ser Jesus ao ser chamada. Ela vai anunciar para todos: Eu vi o Senhor.
Estar diante da morte, da escuridão, mas ver os sinais de Deus e depois querer repartir a Boa Nova com os irmãos é a busca pela conversão. Já não se cabe mais no túmulo. É a vida que chama não para viver apenas para si, mas para sair, testemunhar, se entregar à missão.
Santa Dulce exemplificou: Deus enxerga mais o que fazemos do que escuta o que só propagamos.
A caridade edifica sua moradia no céu. A caridade cura quem faz ao dar alívio às dores do próximo.

Marcela Amazonas é doutora em Ciências Florestais e Ambientais, doutora em Biotecnologia e engenheira de madeira. No INPA, atua como pesquisadora COTEI, coordenadora de Tecnologia Social e gerente da Incubadora. No âmbito eclesial, é missionária, agente pastoral da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, cooperadora paulina e membro da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus (Regional Norte 1 da CNBB).