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| Imagem: Pinterest |
Autora: Marcela Amazonas
Conhecemos histórias que nos lembram que o chamado de Deus muitas vezes nasce em solo humilde. São João Maria Vianney, padroeiro dos padres — homem simples de origem camponesa — foi visto por alguns como alguém com poucas possibilidades intelectuais para acompanhar estudos. Ainda assim, desde cedo ele mostrou obediência, caridade, piedade e uma perseverança inabalável na fé. Ordenado em 1815, recebeu então uma limitação humana: não lhe confiaram o ministério do confessionário. Para Deus, porém, ele era extraordinário. E com o tempo tornou-se um dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve.
Há na vida do sacerdote um tempo de Deus que transforma realidades. E em cada coração vocacionado a servir a Deus, desde leigo, casado, consagrado. Quando João foi enviado a um vilarejo onde as pessoas enchiam mais os bares do que a igreja, ninguém imaginava que treze anos depois aquele mesmo bar estava vazio — e a igreja, cheia. Assim se vê o caminho paciente e silencioso do amor de Deus, que se engrandece por meio de quem se entrega.
Vocação é isto: um chamado divino para entrega total. É dizer “Eis-me aqui” ao amor maior. Quando vemos o pai, somos convidados a pensar no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como disse Vianney, o sacerdote é um canal direto do amor divino para a salvação das almas. Todos somos convidados a viver nossa vocação e cada um tem a sua. E a vocação universal é cuidar. Seja qual for o seu papel, viva-o, execute-o com amor e com cuidado. Todos temos uma vocação de cuidar. Muitos não querem viver e aí temos visto: vítimas ambientais em todas as esferas.
A vocação de Santa Teresinha resume-se na célebre frase: “A minha vocação é o amor!”. Ela compreende seu lugar no corpo místico da Igreja ao ler as cartas de São Paulo, descobrindo os seguintes pontos centrais de sua vivência espiritual e, um deles, é A Pequena Via A Pequena Via é a doutrina de Santa Terezinha. Ela garantiu que a santidade não em grandes feitos heróicos aparentes, mas na pequenez cotidiana, deixando-se elevar pelos braços de Jesus como uma criança. A “Pequena Via” de Santa Teresinha é um caminho espiritual de santidade cotidiano baseado na confiança total em Deus, na infância espiritual e no amor expresso em gestos simples do dia a dia. Ela exclamou: “A minha vocação, enfim, eu a encontrei! Minha vocação é o amor!”
A Pequena Via – Infância Espiritual: Confiar em Deus como uma criança confia plenamente em seu pai. O elevador divino: em vez de subir a difícil escada da perfeição por mérito próprio, os braços de Jesus são o elevador que eleva a alma até o Céu. Santidade no ordinário: Fazer tarefas comuns (como arrumar a casa, lavar louça ou ter paciência com o próximo) com um grande amor. A Pequena Via é oferecer sorrisos, silêncios ou paciência diante de pequenas contrariedades diárias; realizar cada ato por menor que seja unicamente por amor a Deus; Reconhecer os próprios limites sem desanimar, entregando-se à misericórdia divina.
Que tenhamos a Pequena Via como prática e a vida em vocação por escolha diária.

Pegadas do Reino aprofunda a vida cristã através de reflexões que conectam teologia, filosofia, ecologia e o nosso dia a dia. Entregamos conteúdos pautados pelo rigor, respeito e responsabilidade, buscando enriquecer sua experiência de leitura.


