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| Imagem: Pinterest |
Autora: Marcela Amazonas
A mais recente Encíclica papal não fala apenas de IA. Fala da vida. É incrível a profundidade desta obra. Faz uma denúncia claríssima sobre a cultura do poder (armas, normalização da guerra, concentração de poder) e convida à cultura do encontro, diálogo, diplomacia e oração para construir a “civilização do amor”.
Um trecho marcante para leitura é “Construir a civilização do amor… Desarmar as palavras. Construir a paz na justiça.”
IA não é para acomodados. Exige saber fazer para poder saber conduzir. Exigimos que colaboraremos. Só colaboro de fato quando quero agregar, melhorar algo ou alguma situação.
Construir Babel ou reconstruir Jerusalém?
Pergunta instigante. Falamos tanto das redes sociais que viraram campo de perdição, desde joguinhos de azar até os “desafios”. Mas e nos bastidores paroquiais, nos grupos, movimentos ou fins? Quantas Babéis não existem? Pessoas que se colocam acima de todos, acham que grosseria e mentira é “o jeito da pessoa”. Banalizamos a grosseria, tornamos aceitáveisas mentiras constantes e nos protegemos com a máxima, que não tem nada de máximo, “não te estressa, não é da tua conta”. Padre João Carlos na reflexão da Liturgia diárias de segunda-feira afirmou: “A paz de Jesus não é a paz do mundo. A paz do mundo é aquela expectativa de uma vida sem conflitos, sem traumas. Uma paz que é não mexer com ninguém, deixe como está para não complicar pro nosso lado. Jesus tinha aqui na última ceia: “Eu digo dou a paz, eu digo dou a minha paz. Mas, não a dou como o mundo a dá”. Então, a paz de Jesus não é a paz do mundo”.
A paz de Jesus também não é a paz dos dominadores, seja qualquer perfil ou nível. A paz de Jesus exige comprometimento, defesa à vida, à ternura que é fundamental à vida humana, como lembra Papa Leão XIV.
Paulo já nos deu uma bela e clara orientação em Efésios 6: andemos com o cinto da verdade e a couraça da justiça, porque ser de Cristo exige postura, cobrança de verdade não agir a si mesmo inicialmente e comprometimento com a vida, em todos os sentidos.
Dominemos a IA para uso próspero para o bem, mas antes voltemos a reconstruir Jerusalém com a morada do nosso coração. E fazemos de verdade e não apenas de boca.

Pegadas do Reino aprofunda a vida cristã através de reflexões que conectam teologia, filosofia, ecologia e o nosso dia a dia. Entregamos conteúdos pautados pelo rigor, respeito e responsabilidade, buscando enriquecer sua experiência de leitura.


